sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Divertir e entreter para alfabetizar!

Imagem do acervo pessoal de Natália Cristina Guarany

A Casa das Rosas está oferecendo uma exposição sobre alfabetização coreana “Hangul, mais que um alfabeto”. Recomendamos a visita, pois é enriquecedora para ampliar os métodos de alfabetização de qualquer país, com ênfase na contação de histórias, que colabora com a valorização das outras linguagens da criança e firma a concepção  sócio-cultural, que os métodos de ensino-aprendizagem devem ser diversificados, para expandir o universo cultural da criança, desenvolvendo também a imaginação, a criação, contato com a arte, oralidade e expressão corporal.
Imagem do acervo pessoal de Natália Cristina Guarany
            Esse gênero chamado Pansori surgiu no século XVIII na Coréia, baseia-se na expressão da voz e sons do corpo para contar histórias, interpretando-as com palmas, pés, movimentos corporais, explorando onomatopéias e transmitindo certa realidade com a imitação dos sons da natureza e do contexto, parecendo que as crianças “vivem a história”.
            O gênero Pansori é a Arte de contar histórias. Mas porque Arte?!Porque proporciona a oportunidade de experimentar, relacionando a fantasia com a realidade em uma dimensão dialética, pois possui significados objetivos e subjetivos, contribui para o ato coletivo de reunir-se para ouvir, enquanto estimula a interpretação individual de cada criança, relacionando gesto e linguagem por meio da comunicação. Valoriza uma Arte que está quase em extinção na sociedade que considera que o “tempo é dinheiro”...a Arte do encontro, isto é, a possibilidade de compartilhar, aprender, sonhar, desenvolver, evoluir, expressar angústias e glórias em comunhão.
           O estímulo da linguagem dentro do espaço escolar é muito relevante, pois não há:

             Nada mais urgente que a escola se abrir para a expressão poética, literatura, a música, a expressão plástica, para os jornais e as revistas, as cartas, para os relatos de experiências, despertando a afeição adormecida das crianças e dos professores, encantando-os e atraindo-os com a criação da linguagem e com as infinitas possibilidades que esta lhes fornece de formular e transmitir pensamentos, sentimentos, projetos, ações. (KRAMER, 1993,p. 96)

Imagem do acervo pessoal de Natália Guarany
           Só assim é possível não “matar” a infância, valorizando a voz, o corpo, a mente e o coração das crianças, incentivando o ato de experimentar e recriar os aprendizados, despertando a sensibilidade e estimulando diversas maneiras de ver o mundo.

Visita realizada na Casa das Rosas
 2 de Outubro de 2010
Av. Paulista, 37 Bela Vista

Autoria: Natália Cristina Guarany

Um comentário:

  1. Postar no blog essas informações relevantes aos educadores é maravilhoso para incentivar todos a valorizarem as brincadeiras e junto com elas desenvolver o hábito e o gosto pela leitura. Somente um povo leitor terá condições de evoluir, ser crítico e melhorar nosso país.

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