domingo, 13 de fevereiro de 2011

BIG BROTHER BRASIL

Autor: Antonio Barreto, 
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador. 

Curtir o Pedro Bial 
E sentir tanta alegria 
É sinal de que você 
O mau-gosto aprecia 
Dá valor ao que é banal 
É preguiçoso mental 
E adora baixaria. 

Há muito tempo não vejo 
Um programa tão ?fuleiro? 
Produzido pela Globo 
Visando Ibope e dinheiro 
Que além de alienar 
Vai por certo atrofiar 
A mente do brasileiro. 

Me refiro ao brasileiro 
Que está em formação 
E precisa evoluir 
Através da Educação 
Mas se torna um refém 
Iletrado, ?zé-ninguém? 
Um escravo da ilusão. 

Em frente à televisão 
Lá está toda a família 
Longe da realidade 
Onde a bobagem fervilha 
Não sabendo essa gente 

Desprovida e inocente 

Desta enorme ?armadilha?. 


Cuidado, Pedro Bial 
Chega de esculhambação 
Respeite o trabalhador 

Dessa sofrida Nação 

Deixe de chamar de heróis 
Essas girls e esses boys 
Que têm cara de bundão. 

O seu pai e a sua mãe, 
Querido Pedro Bial, 
São verdadeiros heróis 
E merecem nosso aval 
Pois tiveram que lutar 
Pra manter e te educar 
Com esforço especial. 

Muitos já se sentem mal 
Com seu discurso vazio. 
Pessoas inteligentes 
Se enchem de calafrio 
Porque quando você fala 
A sua palavra é bala 
A ferir o nosso brio. 

Um país como Brasil 
Carente de educação 
Precisa de gente grande 
Para dar boa lição 
Mas você na rede Globo 
Faz esse papel de bobo 
Enganando a Nação. 

Respeite, Pedro Bienal 
Nosso povo brasileiro 
Que acorda de madrugada 
E trabalha o dia inteiro 
Dar muito duro, anda rouco 
Paga impostos, ganha pouco: 
Povo HERÓI, povo guerreiro. 

Enquanto a sociedade 
Neste momento atual 
Se preocupa com a crise 
Econômica e social 
Você precisa entender 
Que queremos aprender 
Algo sério ? não banal. 

Esse programa da Globo 
Vem nos mostrar sem engano 
Que tudo que ali ocorre 
Parece um zoológico humano 
Onde impera a esperteza 
A malandragem, a baixeza: 
Um cenário sub-humano. 

A moral e a inteligência 
Não são mais valorizadas. 
Os ?heróis? protagonizam 
Um mundo de palhaçadas 
Sem critério e sem ética 
Em que vaidade e estética 
São muito mais que louvadas. 

Não se vê força poética 
Nem projeto educativo. 
Um mar de vulgaridade 
Já tornou-se imperativo. 
O que se vê realmente 
É um programa deprimente 
Sem nenhum objetivo. 

Talvez haja objetivo 
?professor?, Pedro Bial 
O que vocês tão querendo 
É injetar o banal 

Deseducando o Brasil 
Nesse Big Brother vil 

De lavagem cerebral. 

Isso é um desserviço 
Mal exemplo à juventude 
Que precisa de esperança 
Educação e atitude 
Porém a mediocridade 
Unida à banalidade 
Faz com que ninguém estude. 

É grande o constrangimento 

De pessoas confinadas 
Num espaço luxuoso 
Curtindo todas baladas: 
Corpos ?belos? na piscina 
A gastar adrenalina: 
Nesse mar de palhaçadas. 

Se a intenção da Globo 
É de nos ?emburrecer? 

Deixando o povo demente 
Refém do seu poder: 
Pois saiba que a exceção 
(Amantes da educação) 
Vai contestar a valer. 

A você, Pedro Bial 
Um mercador da ilusão 
Junto a poderosa Globo 
Que conduz nossa Nação 
Eu lhe peço esse favor: 
Reflita no seu labor 
E escute seu coração. 

E vocês caros irmãos 
Que estão nessa cegueira 
Não façam mais ligações 
Apoiando essa besteira. 
Não deem sua grana à Globo 
Isso é papel de bobo: 
Fujam dessa baboseira. 

E quando chegar ao fim 

Desse Big Brother vil 
Que em nada contribui 
Para o povo varonil 
Ninguém vai sentir saudade: 
Quem lucra é a sociedade 
Do nosso querido Brasil. 

E saiba, caro leitor 
Que nós somos os culpados 
Porque sai do nosso bolso 
Esses milhões desejados 
Que são ligações diárias 
Bastante desnecessárias 
Pra esses desocupados. 

A loja do BBB 
Vendendo só porcaria 
Enganando muita gente 
Que logo se contagia 
Com tanta futilidade 
Um mar de vulgaridade 
Que nunca terá valia. 

Chega de vulgaridade 
E apelo sexual. 
Não somos só futebol, 
baixaria e carnaval. 
Queremos Educação 
E também evolução 
No mundo espiritual. 

Cadê a cidadania 
Dos nossos educadores 
Dos alunos, dos políticos 
Poetas, trabalhadores? 
Seremos sempre enganados 
e vamos ficar calados 
diante de enganadores? 

Barreto termina assim 
Alertando ao Bial: 
Reveja logo esse equívoco 
Reaja à força do mal? 
Eleve o seu coração 
Tomando uma decisão 
Ou então: siga, animal? 

FIM 
Salvador, 16 de janeiro de 2010.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um pedacinho de nossa Mata...


Imagens e Vídeo do acervo pessoal de Fernanda Costenaro


Será que já perdemos toda nossa Mata Atlântica?
Não, um pedacinho de grande valia, de nossa Mata Atlântica, ainda pode ser encontrado no Jardim Botânico de São Paulo, localizado no bairro Água Funda, na Zona Sul da cidade, um lugar onde conseguimos ter o contato direto com a natureza, onde sentimos a presença do oxigênio, de um ar muito mais puro e límpido.
Conseguimos fugir da selva de pedras, do odor terrível dos rios cheio de lixos, do ar poluído por carros, caminhões e indústrias e encontrar um lugar lindo, com plantas exóticas, flores, jardim dos sentidos, dentre outros espaços. Isso faz com que paremos para pensar, o que estamos fazendo com nosso País, NOSSA cidade, o lugar em que vivemos. Estamos cada vez mais poluindo e sujando, a terra que daqui alguns anos nossos filhos, netos, bisnetos estarão pisando, isso se ela ainda existir!
O aquecimento global está em todos os cantos, doenças crônicas, mal estar, este tempo louco, um dia sol, outro dia chuva. Cadê as estações do ano definidas como antigamente? Não existe mais verão com sol e inverno com frio e chuva, às vezes no mesmo dia temos todas as estações... E precisamos nos conscientizar do quão importante é uma natureza, uma árvore, o quanto ela nos faz respirar melhor.

Fica a dica de uma visita ao Jardim Botânico, no vídeo todos podem ter contato com a natureza que eu tive o prazer de visualizar e a campanha para conscientização do respeito e da dedicação que devemos ter a NOSSA terra. Vamos cuidar!

Autoria: Fernanda Cristina Costenaro Marchesoni

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Uma foto, muitas histórias...

Imagem do acervo pessoal de Carolina Loyolla
São Paulo: tantas casas, tantos prédios, tantas pessoas, tantas histórias, tantas culturas... Acabei de sobrevoar nosso São Paulo e enquanto observava a maravilhosa vista dessa cidade tão povoada, me lembrei como é interessante morar em um lugar que possui uma mistura incrível de nacionalidades, povos e culturas.
Esta pesquisa que fizemos a respeito das histórias desses diferentes povos, que vieram aos poucos contemplar nossa cidade, foi uma maneira diferente, interessante e muito criativa de nos fazer aprender um pouco mais sobre o local em que vivemos.
Como moramos em uma cidade sem mesmo saber a sua origem e constituição? Nunca havia pensado nisso, antes de criar este blog. Agradecemos aos professores esta oportunidade riquíssima de pesquisa e aprendizado.
Após tantas pesquisas, finalmente estamos nos sentindo renovadas e muito mais envolvidas com nossa cultura e nosso país. Acredito que se não tivéssemos a oportunidade de visitar bairros, praças, aldeias e tantos outros lugares relevantes para esta cidade, não estaríamos com as mentes e corações abertos para as diversas novidades que se apresentam a cada dia, em cada lugar e a cada momento.
Estou escrevendo esta postagem sentada no aeroporto e me lamentando por não poder estar presente no dia da apresentação deste trabalho que tanto nos acrescentou. Mas deixo meu recado:
Alunas (e aluno também! Rs): Parabéns por estes trabalhos tão maravilhosos que fizeram! Todos merecem ser elogiados pela profundidade das pesquisas, das visitas e dos estudos que desenvolveram.
Professores: Agradecemos de coração por terem uma criatividade tão grande a ponto de não tornar nossa faculdade mais um curso maçante, como os que existem hoje em dia. Graças a vocês e suas idéias maravilhosas, estamos nos tornando profissionais formados com o coração, e não somente com os conteúdos. Amamos vocês!
Autora: Carolina Loyolla

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pluralidade... Diversidade!

Falando de pluralidade cultural, da existência de diversas culturas em nossa São Paulo, podemos citar também as diversidades culturais, ou seja, as diferenças entre estas culturas e entres nós humanos, mesmo que pertencentes de uma mesma cultura. Citando as diversidades culturais podemos pensar em diferentes metodologias de ensino, que saiam um pouco do que é visto hoje em dia, ou seja, giz, lousa, saliva e livros paradidáticos. Para ser um pouco mais clara, estou colocando em pauta a importância de se trabalhar outros gêneros com as crianças “alfabetizandas”, como a literatura de cordel e as histórias em quadrinho.
 “o nosso pensamento se origina e se forma no processo de interação e luta com pensamentos alheios, o qual não pode deixar de refletir-se na forma da expressão verbal do nosso” (Bakthin 2000, p. 282)
Necessitamos do contato com o outro, como Bakthin já diz, precisamos interagir com diversos pensamentos. Isso para a criança, quer dizer o quanto é importante ter acesso as diferentes formas de linguagem expressiva para que não acabemos podando nenhum tipo de expressão que elas possam desenvolver.
Colocando em prática esta ação, podemos falar um pouco mais sobre a Literatura de Cordel, esta tem forma de uma poesia impressa, produzida e consumida predominantemente em alguns estados da região Nordeste. Suas principais temáticas são: religião, cotidiano, acontecimentos políticos, dentre outros e tem uma forte presença da oralidade. Um Cordelista muito conhecido, principalmente pelo contato direto com a Metodista é o Moreira de Acopiara.
            Uma sugestão para o trabalho com as crianças através da Literatura de Cordel é que a professora pode ambientar a sala com cordéis e características nordestinas, escolher um cordel para ler para a sala assim que todos entrarem, logo no início da aula, para servir de inspiração, em seguida após uma apresentação de toda a estrutura deste, pedir que elaborem um Cordel em grupo com o tema a critério deles.

A literatura de Cordel pode ser utilizada na alfabetização como recurso enriquecedor do repertório cultural da criança, pois envolve imagens (capa), rimas, canções, escrita, criatividade e permite a espontaneidade no processo de criação, enriquecendo a noção estética e gramatical da criança.
É muito interessante confeccionar um Cordel, utilizando a xilogravura e a forma poética com algum tema que lhes interesse, para sentirem-se autores e internalizarem a essência do Cordel.relevante que a criança aproprie-se dessa cultura popular experimentando.


Moreira de Acopiara
Um Cordel sobre CORDEL
“EU resolvi escrever
Um cordel sobre CORDEL
Porque o cordel tem sido
Meu companheiro fiel,
E pra tirar do leitor
Alguma dúvida cruel.

O cordel em minha vida
Esteve sempre presente
E tenho certeza que
Na vida de muita gente
Até hoje ele tem sido
Um companheiro excelente.

É que nasci no sertão
Onde havia pouca escola.
Por lá os divertimentos
Eram: um joguinho de bola,
Forrós, vaquejadas e
Versos ao som da viola.

Mas o povo era sensível,
E apesar de ser pacato,
De ter pouca informação
E de residir no mato,
A leitura de folhetos
Foi sempre o grande barato.

Era comum na fazenda
A gente se reunir
Ao redor de uma fogueira
Pouco antes de dormir
Para ler versos rimados,
Cantar e se divertir.

O Pavão Misterioso,
Coco Verde e Melancia
E o de Pedro Malazarte
A gente com gosto lia.
E se emocionava
Com cada autor que surgia...”


                Não deixem de ler o final deste cordel e conhecer um pouco mais sobre o Moreira de Acopiara, para isso, basta acessar : http://www.moreiradeacopiara.hpg.com.br/poesia/poesias/resenha_ai_que_saudade.htm
             As HQ’s surgiram inicialmente em 1895 nos Estados Unidos com o Menino Amarelo (Yellow Kid) criado por Richard Outcat e no Brasil o pioneiro foi o Angelo Agostini.
Para trabalhar com as histórias em quadrinhos, não necessariamente precisamos apenas da leitura de HQ´s da Mônica ou do Pato Donald, hoje em dia nosso repertório de histórias em quadrinhos é muito amplo, e temos desde histórias infantis até assuntos jornalísticos ou contando um pouco sobre a história do nosso Brasil, em quadrinhos, comics, fumetti, bandas desenhadas, que são os diferentes nomes dados ao HQ.






            
                 
                   Uma sugestão para trabalhar com as crianças que já estão alfabetizadas é oferecer quadrinhos com os desenhos e balões em branco para que elas entendam o contexto e criem a história, podemos ver coesão, coerência e pontuação neste caso. Se as crianças estiverem sendo alfabetizadas, podemos oferecer a seqüência dos desenhos faltando uma, para que eles desenhem, e também oferecendo os textos para que eles organizem e coloquem nos devidos balões. Ressaltar a diferença dos balões, quando o personagem fala, grita, pensa, dentre outros.
 

http://www.divertudo.com.br/quadrinhos/baloes.gif


O essencial é mostrar à criança, que aprender a ler e escrever podem ser um prazer e a possibilidade de descobrirem curiosidades de tudo aquilo que as atrai, desenvolvendo a capacidade de relacionar imagem, texto e interpretação.








Autoria: Fernanda Cristina Costenaro Marchesoni
  Natália Cristina Guarany                              

Exposição... "Black Barbie"

Imagem do acervo pessoal de Ingrid Bernardes
O shopping Aricanduva disponibilizou ao público, gratuitamente, uma exposição de barbies negras com o tema: “Black Barbie”, esta conta com o acervo de bonecas do Colecionador Carlos Keffer, que em 15 anos acumulou mais de 700 exemplares de Barbies, dentre elas 85 são negras, seno as mais valiosas do gênero no Brasil.

Imagem do acervo pessoal de Ingrid Bernardes

Com uma visita a exposição “Black Barbie”, pudemos ter o contato com a beleza negra nas bonecas, o que é raro de se ver principalmente em lojas de brinquedo, ou seja, acabamos vendo-as apenas em exposições. As Barbies Negras, são divididas em 11 temas, sendo eles: Black Fever” (eras Mod e Disco), “África Negra” (homenagem à África e afrodescendentes), “Profissões dos Sonhos: Tudo que Você Quer Ser”, “Alta Temperatura: Praia Animada”, “Trend: Estilos Marcantes”, “Fashion: Passarela da Moda”, “Divas: Vestidos de Gala”, “So In Style: Amigas com o Estilo Black nos Dias de Hoje”, “Porcelana: Luxo e Sofisticação”, “Princesas: Celebração da Fantasia” e “Casamento dos Sonhos: Noivas” e “Anjos”. Black Fever” (eras Mod e Disco), “África Negra” (homenagem à África e afrodescendentes), “Profissões dos Sonhos: Tudo que Você Quer Ser”, “Alta Temperatura: Praia Animada”, “Trend: Estilos Marcantes”, “Fashion: Passarela da Moda”, “Divas: Vestidos de Gala”, “So In Style: Amigas com o Estilo Black nos Dias de Hoje”, “Porcelana: Luxo e Sofisticação”, “Princesas: Celebração da Fantasia” e “Casamento dos Sonhos: Noivas” e “Anjos”.

Imagem do acervo pessoal de Ingrid Bernardes

Mas, porque não temos esta exposição em outras épocas do ano? Porque ela é feita tão somente próximo ao dia da Consciência Negra? A justificativa da exposição é para uma comemoração aos 30 anos do surgimento da primeira Barbie Negra no mundo e também para realçar a beleza negra. Muita coincidência que esta tenha acontecido próximo ao dia da consciência negra, não? Porém, no ano de 1980, ainda não existia o dia da Consciência Negra.

Ainda da tempo, a exposição acaba hoje! Corram para o shopping...



Imagem do acervo pessoal de Ingrid Bernardes



















Autoria: Fernanda Cristina Costenaro Marchesoni
Ingrid Bernardes Soares                             
Natália Cristina Guarany                              

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Arte ou Vandalismo?

Estava andando pela vergueiro e pude observar uma série de manifestações, se é assim que podemos chamar, através da pixação e da grafite.
Imagem do acervo pessoal de Fernanda Costenaro
“[...] no grafite por ter  ele partido de jovens universitários e/ ou ligados às áreas da arte, há um aumento de esteticidade em relação à pichação. No grafite há uma preocupação em elaborar signos, agrupá-los e ambientá-los ao suporte, há uma preocupação poética consciente. A pichação é mais aleatória, trabalha com mais improviso, mais acaso, quando a poética acontece e muitas vezes acontece é por puro acaso.” (Ramos, 1994, p.168)
Como Ramos já diz há uma grande diferença entre pichar e grafitar. A imagem acima é uma grafite que provavelmente o dono do estabelecimento deve ter autorizado a pintura desta imagem. Porém, vemos também uma série de pichações, estas são feitas com spray aerosol, e são expressamente proibidas, pois destroem um patrimônio, poluem nossa cidade.
Durante minha pesquisa, achei um vídeo, que é o trailer de um documentário chamado Pixo, de João Weiner, onde podemos ver claramente a posição dos pichadores perante a sociedade, relatos já dizem que eles querem se manifestar, porém na minha opinião, particular, não acredito que esta seja a melhor forma, pois realmente agride os olhos de quem vê.
video
Vídeo retirado de www.youtube.com

Imagem de acervo pessoal de Fernanda Costenaro

         Os pichadores geralmente se dividem em grupos, criam uma “marca”, um nome e saem pela cidade carimbando este nome em diversos lugares, seja em muros, prédios, janelas, na maioria das vezes os grupos tem suas preferências.


Já a grafite, há uma preocupação maior com a estética, com as cores e formas. Hoje em dia o grafite já até tomou seu lugar no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.



“O grafite dos dias atuais nasceu como arte de rua e de protesto no final dos anos 60, chegou às galerias de arte na década de 80 e tornou-se um patrimônio valioso no novo milênio. Mas muito antes disso, ele já era uma das expressões artísticas da humanidade. Ele fez parte da arte rupestre dos tempos das cavernas e das expressões populares no Império Romano. Já a versão de grafite atual é uma das heranças estética e ideológica da Pop Arte e começou a surgir no fim da década de 60 e começo da de 70 nas ruas da Filadélfia e de Nova Iorque.” (fonte: http://lazer.hsw.uol.com.br/grafite.htm)
Imagem do acervo pessoal de Fernanda Costenaro
Imagem do acervo pessoal de Fernanda Costenaro
              A pichação e a grafite tiveram seu início desde os primórdios da humanidade, onde os homens pintavam suas cavernas para uma comunicação, e continuou até que foi mudando o intuito desta pintura, e passou a ser feita para uma manifestação, para expor idéias ou atingir inimigos.
            Há quem as defenda, mas também quem as condene. E você? O que acha desta, arte? Ou vandalismo?





Autoria: Fernanda Cristina Costenaro Marchesoni


sábado, 20 de novembro de 2010

Viaduto do chá: da história antiga aos dias de hoje.

O viaduto do chá, no século XX, era apenas uma pequena chácara onde se cultivavam hortaliças e chás. No ano de 1877, um engenheiro francês, cujo nome era Jules Martin, mostrou seu interesse pelo lugar e apresentou um grande projeto para se fazer um viaduto de 180 metros sobre o Vale do Anhangabaú, onde se localizava a chácara. Sua intenção era ligar a Rua Direita com a Barão de Itapetininga.


            O projeto teve inicio no ano de 1889 e foi inaugurado em 1892, porém precisou ser reconstruído após algum tempo, quando os bondes elétricos começaram a circular por ali.
            Em 1910, o Vale do Anhangabaú, localizado embaixo do viaduto, foi reformado e criaram um parque que foi nomeado Parque do Anhangabaú.
http://img218.imageshack.us/i/anhangabaupostal4small3hu.jpg/    
                                  
            Após a explosão demográfica e pelo aumento de automóveis, o viaduto foi ficando mais conhecido e, em 1938, foi novamente reconstruído para o aumento de mais duas pistas, ficando pronto no mesmo ano.
            Em meados do ano de 1940, o prefeito Prestes Maia mudou a estética do parque construído, pois o seu desejo era que se tornasse mais fácil o acesso dos automóveis. Em 1991, criou-se então três avenidas ligadas ao parque, que hoje é um túnel que permite a passagem para os sentidos norte-sul.

            Passam pelo viaduto do chá, todos os dias, pessoas de vários estilos, pois o viaduto dispõe de cinemas, lojas da região e o Theatro Municipal de São Paulo.
http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK53251_viaduto-do-cha800.jpg
            Apenas por curiosidade, o viaduto costuma ser plano de fundo para entrevistas e novelas, e a escolha do mesmo se dá pelo número de pessoas que circulam por ali.  O viaduto também já serviu de palco para muitos suicidas.
           
Sem-teto armam barracas ao lado
da Prefeitura de São Paulo
Cerca de 700 sem-teto armaram barracas na calçada do viaduto do Chá, ao lado do prédio da Prefeitura de São Paulo, após 2.000 famílias terem ocupado dois prédios abandonados na região central e um terreno na zona sul da cidade. Segundo a FLM (Frente de Luta por Moradia), o uso dos três locais para construção de moradias de interesse social é uma antiga reivindicação do movimento.


No centro, foram ocupados o edifício Prestes Maia, próximo à estação da Luz, e um edifício na avenida Nove de Julho que pertencia ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). As famílias também ocuparam um terreno em M'Boi Mirim).
Ivaneti de Araújo, coordenadora do MSTC (Movimento Sem-Teto do Centro), afirma que 172 famílias despejadas em 2007 do edifício Prestes Maia ainda não têm onde morar, apesar de muitos prédios na região central estarem vazios.
 Há mais de 400 imóveis vazios no centro, com dívidas milionárias de IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) que poderiam se tornar moradia de interesse social.
Segundo a assessoria da FLM, houve um breve confronto entre moradores e a Polícia Militar, com uso de bombas de efeito moral e gás de pimenta, atrás do edifício ocupado na Avenida Nove de Julho. A polícia nega. Em carta aberta, a FLM afirma que "moradia digna é um direito" e pede projetos de habitação popular, aquisição das terras por preços justos, desapropriação dos imóveis dos devedores de impostos e medidas fiscais, como o imposto progressivo para os imóveis vazios e abandonados.

Autoria: Ingrid Bernardes Soares

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Divertir e entreter para alfabetizar!

Imagem do acervo pessoal de Natália Cristina Guarany

A Casa das Rosas está oferecendo uma exposição sobre alfabetização coreana “Hangul, mais que um alfabeto”. Recomendamos a visita, pois é enriquecedora para ampliar os métodos de alfabetização de qualquer país, com ênfase na contação de histórias, que colabora com a valorização das outras linguagens da criança e firma a concepção  sócio-cultural, que os métodos de ensino-aprendizagem devem ser diversificados, para expandir o universo cultural da criança, desenvolvendo também a imaginação, a criação, contato com a arte, oralidade e expressão corporal.
Imagem do acervo pessoal de Natália Cristina Guarany
            Esse gênero chamado Pansori surgiu no século XVIII na Coréia, baseia-se na expressão da voz e sons do corpo para contar histórias, interpretando-as com palmas, pés, movimentos corporais, explorando onomatopéias e transmitindo certa realidade com a imitação dos sons da natureza e do contexto, parecendo que as crianças “vivem a história”.
            O gênero Pansori é a Arte de contar histórias. Mas porque Arte?!Porque proporciona a oportunidade de experimentar, relacionando a fantasia com a realidade em uma dimensão dialética, pois possui significados objetivos e subjetivos, contribui para o ato coletivo de reunir-se para ouvir, enquanto estimula a interpretação individual de cada criança, relacionando gesto e linguagem por meio da comunicação. Valoriza uma Arte que está quase em extinção na sociedade que considera que o “tempo é dinheiro”...a Arte do encontro, isto é, a possibilidade de compartilhar, aprender, sonhar, desenvolver, evoluir, expressar angústias e glórias em comunhão.
           O estímulo da linguagem dentro do espaço escolar é muito relevante, pois não há:

             Nada mais urgente que a escola se abrir para a expressão poética, literatura, a música, a expressão plástica, para os jornais e as revistas, as cartas, para os relatos de experiências, despertando a afeição adormecida das crianças e dos professores, encantando-os e atraindo-os com a criação da linguagem e com as infinitas possibilidades que esta lhes fornece de formular e transmitir pensamentos, sentimentos, projetos, ações. (KRAMER, 1993,p. 96)

Imagem do acervo pessoal de Natália Guarany
           Só assim é possível não “matar” a infância, valorizando a voz, o corpo, a mente e o coração das crianças, incentivando o ato de experimentar e recriar os aprendizados, despertando a sensibilidade e estimulando diversas maneiras de ver o mundo.

Visita realizada na Casa das Rosas
 2 de Outubro de 2010
Av. Paulista, 37 Bela Vista

Autoria: Natália Cristina Guarany